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Sessão Nostalgia: O CRAVO E A ROSA


Hoje a Sessão Nostalgia relembra uma novela para toda a família. Com seu jeitinho inocente e uma irreverente história de época, cativou o público e deu uma nova sobrevida ao combalido horário das seis, que já havia retornado aos trilhos com sua antecessora. Quem levava a melhor? Dava empate. Dava Eduardo Moscovis e Adriana Esteves. Dava O CRAVO E A ROSA!
O Cravo e a Rosa foi uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo de 26 de junho de 2000 a 10 de março de 2001, em 221 capítulos. Escrita por Walcyr Carrasco e Mário Teixeira, com a colaboração de Duca Rachid, e dirigida por Mário Márcio Bandarra, Amora Mautner, Ivan Zettel e Vicente Barcellos com direção geral e de núcleo de Walter Avancini.
A trama, baseada na peça teatral A Megera Domada, de William Shakespeare, teve Adriana Esteves e Eduardo Moscovis como protagonistas, e Drica Moraes e Carlos Vereza como os antagonistas principais da trama.
HISTÓRIA
Catarina Batista é a mulher moderna, na sociedade paulista da época de 20, que recusa o papel feminino de se restringir a lavar ceroulas em um tanque. Julião Petruchio é um homem cuja crença é a de que a mulher deve ser a rainha do lar. Duas pessoas tão diferentes vivem um romance contraditório. Conhecida como "a fera", por botar todos os seus pretendentes para correr, Catarina vai esbarrar na teimosa cínica de Petruchio, que inicialmente, decide conquistá-la para, com o dote do casamento, salvar sua fazenda de ser leiloada.
Eles acabam se apaixonando, mas não dão o braço a torcer, vivenciando cenas muito bem-humoradas e hilárias de discussões e brigas vulcânicas. Ele fingindo-se de "cordeirinho", e ela cada vez mais furiosa com sua insistência.
Mas há os que são contra e a favor desse improvável romance. A começar pela família de Catarina. Nicanor Batista, seu pai, quer vê-la casada, livrar-se do constrangimento que passa por causa das atitudes da filha e lançar sua candidatura a prefeito; Bianca, a irmã mais nova, é o contraponto de Catarina: quer noivar e casar, mas só terá permissão após a filha mais velha arrumar um pretendente.
Já Cornélio Valente, tio de Petruchio, torce pelo sobrinho; assim como Calixto, velho empregado da fazenda que considera Petruchio como um filho e se apaixona pela governanta de Catarina, Mimosa. Também apoiam o romance Dinorá, esposa de Cornélio, e Josefa, irmã e mãe do esportista Heitor, pois as duas querem vê-lo casado com Bianca, por causa da fortuna dos Batista.
Entre os que não aprovam o casamento, há a ardilosa Lindinha, criada com Petruchio na fazenda, apaixonada por ele e que conta com a ajuda de Januário para atrapalhar o romance dos dois; o jornalista Serafim, que pretende conquistar Catarina para dar o golpe do baú; e o vilão Joaquim, homem misterioso cujo único objetivo é arruinar Petruchio porque acredita que ele foi o responsável pela perdição de sua única filha, Marcela.
E para piorar esse cenário, chega Marcela, vinda de Paris para se apossar dos bens do ingênuo pai e para reconquistar de vez Petruchio, batendo de frente com a "fera" Catarina.

  • Adriana Esteves - Catarina Batista
  • Eduardo Moscovis - Julião Petruchio
  • Drica Moraes - Marcela
  • Leandra Leal - Bianca
  • Ângelo Antônio - Edmundo
  • Pedro Paulo Rangel - Calixto
  • Suely Franco - Mimosa
  • Carlos Vereza - Joaquim
  • Claudio Corrêa e Castro - Normando
  • Ney Latorraca - Cornélio
  • e grande elenco
BASTIDORES
Foi reprisada na sessão Vale a Pena Ver de Novo menos de dois anos após seu final, em 144 capítulos. A reestréia ocorreu em janeiro de 2003, ficando no ar até agosto, mantendo índices comparáveis aos da exibição original. O último capítulo reapresentado em 1 de agosto de 2003 obteve média de 41 pontos, apenas 2 a menos do que havia sido registrado em março de 2001. Apesar da curta espera, a trama foi um dos maiores sucessos da história do Vale a Pena Ver de Novo (que em 2010 completa 30 anos).
O Cravo e a Rosa marcou o fim da entressafra de audiência pela qual o horário das 18h passava, com novelas como Força de um Desejo e Pecado Capital, que alcançavam índices de audiência inferiores aos esperados pela emissora.
A novela teve um esticamento de 66 capítulos.
Teve média geral de 31 pontos. Nos dois primeiros meses, sua audiência esteve inferior aos 30 pontos, mas foi logo batendo a barreira e, por vezes, chegava a dar mais de 40 pontos.
TRILHA SONORA
Para quem se esperava entre Adriana Esteves e Eduardo Moscovis à época, a capa, para total surpresa, era de Leandra Leal. Comprovando que Bianca caiu no gosto do público.
Jura - Zeca Pagodinho (tema de abertura)
Olha o que o Amor Me Faz - Sandy & Junior
O Cravo e a Rosa - Jair Rodrigues
Nada Sério - Joanna
Tristeza do Jeca - Sérgio Reis
Mississippi Raq - Claude Bolling
Quem Toma Conta de Mim (Someone To Watch Over Me) - Paula Toller
Lua Branca - Verônica Sabino
Odeon - Sérgio Saraceni
Coquette - Guy Lombardo
Tua Boca - Belo
Tea For Two - Ella Fitzgerald & Count Basie
Rain - Sérgio Saraceni
On The Mississippi - Claude Bolling

Ao som de Jura, de Zeca Pagodinho, a abertura se inspirava no cinema mudo e com imagens em preto e branco, mostrava através de camafeus imagens corriqueiras e engraçadas que passariam na novela, especialmente as que mostram Catarina e Petruchio. No final, para encerrar mais uma briga da dupla, o camafeu se fecha, e a logomarca surge.

Sessão Nostalgia: MEU BEM MEU MAL


Hoje iremos relembrar de uma novela das oito para lá de envolvente e instigante, quase que em todos os sentidos. Quase, porque o elenco não era de grande peso, mesmo contando com grandes nomes. Uma das últimas obras de Cassiano Gabus Mendes, MEU BEM MEU MAL.
Meu Bem, Meu Mal foi uma telenovela produzida e exibida pela Rede Globo entre 29 de outubro de 1990 e 18 de maio de 1991, com 173 capítulos.
Escrita por Cassiano Gabus Mendes, tendo como co-autores Maria Adelaide Amaral e Dejair Cardoso, e dirigida por Paulo Ubiratan, Reynaldo Boury e Ricardo Waddington.
TRAMA
Dom Lázaro Venturini, sócio majoritário da Venturini Designers, é obrigado a conviver com Ricardo Miranda, que detém 30% das ações da empresa e representa o adultério de sua falecida mulher, Maria Helena. Ricardo mantém um caso secreto com Isadora Venturini(também acionista da empresa), a viúva de Cláudio, filho de Dom Lázaro, e odiada pelo patriarca. Mas tanto Ricardo quanto Isadora são vítimas do ódio de outras pessoas.
Ricardo foi o responsável pela ruína de Felipe. A filha deste, Patrícia, planeja vingança se envolvendo com Ricardo, mesmo sendo bem mais jovem que ele e amiga de sua problemática filha, Jéssica. Mas Patrícia não contava que fosse se apaixonar de verdade por Ricardo Miranda.
Contra Isadora se juntam a socialite Mimi Toledo e sua manicure, Berenice. Mimi Toledo fora apaixonada pelo falecido marido de Isadora, e preterida. E Berenice quer vingar a filha, Fernanda, da humilhação imposta por Isadora, que não aceitou a jovem como namorada do filho, Marco Antônio. Essa vingança põe Doca em cena. Trata-se de um rapaz pobre que, industriado por Mimi Toledo, se infiltra na alta sociedade como Eduardo Costabrava, para enlouquecer de amor a filha de Isadora, Victória.
Lima Duarte-Dom Lázaro Venturini
Sílvia Pfeifer-Isadora Venturini
José Mayer-Ricardo Miranda
Yoná Magalhães-Valentina Venturini
Cássio Gabus Mendes-Doca
Lídia Brondi-Fernanda
Luciana Braga-Dirce
Ingra Liberato-Suelen
Nívea Maria-Berenice
e grande elenco
Participações especiais: Herson Capri e Mauro Mendonça
Exibida entre 29 de outubro de 1990 e 18 de maio de 1991 em 173 capítulos, de segunda a sábado, as 20:30 da noite.
Ainda receosa pela perda de audiência causada pela novela Pantanal da Rede Manchete, a emissora decide investir forte nas chamadas, anunciando a novela a cada comercial. A novela iria enfrentar o último mês da novela da Manchete, mas estreou bem, com 59 pontos. Com seu sucesso confirmado, a emissora ficou aliviada.
Após o sucesso de sua obra-prima, Que Rei Sou Eu?, no ano anterior, Cassiano Gabus Mendes foi escalado para escrever a substituta de Rainha da Sucata, de Sílvio de Abreu. Mas, por problemas nos bastidores da emissora, Cassiano teve que desenvolver a história em tempo recorde e todo o restante da pré-produção também foi muito rápido.
Meu Bem, Meu Mal foi reapresentada na sessão Vale a Pena Ver de Novo entre os dias 12 de agosto e 22 de novembro de 1996, com somente 73 capítulos. A trama alcançou a audiência média de 22 pontos no horário vespertino.
Cassiano bem que avisou que nada iria criar e apresentar que fosse novo para o público. E, de fato, não criou. Fez um folhetim puro. No entanto, Meu Bem, Meu Mal, se não é sua melhor novela, ao menos tinha um elenco bem escolhido e uma boa trama.
Meu Bem, Meu Mal foi um grande sucesso de audiência. Obteve média geral de 55 pontos no horário.
A novela tinha bom Ibope, mas caiu pela segunda metade, que não registrou índices explosivos. O último capítulo não passou de 56 pontos. Apesar das quedas, não há fracasso a se registrar.
Foi o último trabalho artístico (até agora) da atriz Lídia Brondi, que interpretava Fernanda, a moça pobre que é rejeitada pela mãe do namorado rico, Marco Antônio, personagem de Fábio Assunção, em sua primeira novela.
A novela discutia o envolvimento amoroso entre jovens de classes sociais diferentes. O rico Marco Antônio (Fábio Assunção) se envolve com a pobre Dirce (Luciana Braga), enquanto o pobretão Doca (Cássio Gabus Mendes) se prepara para dar o golpe do baú na ricaça Victória (Lizandra Souto). Isadora Venturini (Silvia Pfeifer), mãe dos jovens, vivia às turras com os filhos por esse motivo.
Repetindo o casal de sucesso de Vale Tudo, Lídia Brondi e Cássio Gabus Mendes, Nanda e Doca, ficavam juntos no final da trama, depois de brigarem a novela inteira. Lídia Brondi e Cássio Gabus Mendes se conheceram nos bastidores de Vale Tudo, se cruzaram em Tieta e terminaram juntos em Meu Bem, Meu Mal. Eles são casados na vida real.
As irmãs Isis e Luma de Oliveira se desentenderam com a direção da novela e deixaram a trama antes do seu término. Na ocasião, Madame Mimi Toledo, personagem de Isis de Oliveira, deixava o país, fazendo uma viagem, rumo a Europa. Já Ana Maria, a prostituta vivida por Luma de Oliveira, seria assassinada no capítulo de número 94, no ar em 14 de fevereiro de 1991, uma quinta-feira, encerrando assim, a história da sua personagem na trama. Valentina, personagem de Yoná Magalhães era a assassina. O mistério seria desvendado no último capítulo. Por ciúmes de Henrique, o bon-vivant vivido por Thales Pan Chacon, ela mataria a moça.
Lima Duarte chegou a reclamar, na época da novela, do desempenho do seu personagem, Dom Lázaro Venturini. Depois de flagrar Isadora Venturini (Silvia Pfeifer) e Ricardo Miranda (José Mayer), se beijando em um cemitério, Dom Lázaro Venturi sofreria um derrame e ficaria delibitado em uma cadeira de rodas. Lima, passou a metade da novela, sem discorrer uma fala. Até que nas últimas semanas de exibição do folhetim, seu personagem recupera a fala e desmascara o casal.
Já Marcela, personagem de Françoise Forton entrou no meio da trama, com o rosto desfigurado, vítima de um acidente, como a mãe de Jéssica, personagem de Mylla Christie e deixava a cadeira de rodas, disposta a recuperar o amor de Ricardo Miranda, personagem de José Mayer, que vivia um romance com a jovem Patrícia, personagem de Adriana Esteves.
Ingra Liberato, que interpretava Suelen – amiga de Patrícia, interpretada por Adriana Esteves – se envolve com Ricardo Miranda, o personagem de José Mayer, e como Ricardo esta um namoro com Isadora Venturini, vivida por Sílvia Pfeifer, que nos capítulos fica desconfiada de Ricardo e acha que ele a está traindo com a Suelen mas quando descobre a traição eles se separam e vai ter um quadrado amoroso entre Ricardo, Marcela que é Françoise Forton, Suelen e Isadora.
A atriz Zilda Cardoso deixou a personagem Catifunda da Escolinha do Professor Raimundo e encarou o desafio das novelas, pela primeira vez. E a dobradinha de sucesso com o personagem de Jorge Dória, caiu no gosto do público.
Sem dúvida alguma, o casal mais marcante da novela foi o Mordomo Porfírio (Guilherme Karan) e sua divina Magda (Vera Zimmermann). Vera Zimmermann fez de sua divina Magna, um grande sucesso. Tanto, que estampou a capa da revista Playboy, de 1991.
Ela é alvo de interessantes comentários, assim como outras novelas, no documentário britânico Muito Além do Cidadão Kane, uma abordagem crítica à maneira como surgiram e são controladas as Organizações Globo.
Belíssima e inovadora abertura, com objetos inanimados se difundindo com objetos reais. Mais uma obra-prima, orquestrada pelas mãos do mago Hans Donner. O nome da música coincide com o título da novela, e é cantado por Marcos André.
Primeira novela de Silvia Pfeifer e Mylla Christie.
Última novela de George Otto, que faleceu em 4 de Abril de 1991, bem como de Monique Alves, falecida em 29 de agosto de 1994.

Sessão Nostalgia: PÉ NA JACA

Hoje a Sessão Nostalgia relembra uma estonteante novela que há pouco completou 3 anos de estreia. Mesmo com o alvoroço causado pela sua ótima estreia, a trama perdeu guinada, muito prometeu e pouco cumpriu. E como os protagonistas se salvavam da história? Só enfiando o PÉ NA JACA!

Pé na Jaca foi uma telenovela brasileira, de autoria de Carlos Lombardi que estreou no dia 20 de novembro de 2006, substituindo Cobras e Lagartos, de João Emanuel Carneiro, no horário das 19 horas da Rede Globo, e foi exibida até 15 de junho de 2007. A trama começou a ser gravada no final de setembro, com locações em Paris (França).

Foi escrita por Carlos Lombardi, Filipe Miguez, Vinícius Viana, Mauro Wilson, Nelio Abbade e Sebastião Maciel, e dirigida por Ary Coslov, Gustavo Fernandez, Marco Rodrigo, Paola Pol Balloussier, Paulo Silvestrini e Ricardo Waddington. Apresentando os atores Murilo Benício, Deborah Secco, Juliana Paes, Fernanda Lima e Marcos Pasquim como os personagens centrais da trama.

SINOPSE

No ano de 1984, em uma fazenda perto de Piracicaba, cinco crianças se conhecem. Arthur, que passa às férias na fazenda do tio plantador de jacas; Elizabeth, a filha da costureira; Guinevere, a filha de uma empregada; Maria, a filha de um rico fazendeiro; e Lancelotti, o filho de um dos colonos da fazenda, encontram-se, por acaso, na beira de um rio no interior de São Paulo, em Deus Me Livre (!), cidadezinha perto de Piracicaba.

Os cincos brincam sem perceber as diferenças sociais que os separam e têm a certeza de que aquela amizade durará para sempre. Mas as férias acabam e, com exceção de Lancelotti e Maria, eles nunca mais se encontram.

Vinte e cinco anos se passam até que o destino coloca Arthur, Elizabeth, Guinevere, Maria e Lancelotti novamente no mesmo caminho para que eles possam recomeçar do zero, e para isso estão todos de volta ao ponto de partida, onde tudo começou – a cidade de Deus Me Livre – sem a inocência dos velhos tempos e longe da amizade que juraram um dia.

Arthur e Guinevere se apaixonam perdidamente. Esta já foi casada com Caco (filho do milionário Último Botelho Bulhões), e teve um caso com Lance (Lancelotti) (ou Tico, tratamento dos mais íntimos), que é apaixonado por Maria. Maria Bô teve um marido na França a quem sustentava chamado Jean Luc, um conde falído que vive de aparências, além de um pretendente apaixonado por ela que vive perseguindo-a pelas ruas de Paris: Thierry. Arthur, porém, é casado com a interesseira Vanessa, que o traiu com o convencido Juan. Este, ajudava Elizabeth (que chega a se tornar a grande vilã da trama) em suas armações, e estimulava-a a passar para o lado do mau. Ela, tinha uma queda por Deodato, que era comparsa da misteriosa Morgana. Essa, teve um caso no passado com Merlim, amigo de Último que formavam um triângulo amoroso.

Elizabeth fará de tudo para prejudicar seus antigos amigos, movida somente pela inveja e a ambição, chegando ao extremo por dinheiro e poder, enquanto que os demais amigos se unem e juntos tentam mostrar a ela que o amor e a caridade são virtudes indispensáveis para se viver feliz verdadeiramente.

ABERTURA

Sua abertura mostra um desenho animado de uma fazenda com bichos engraçados. Nos créditos finais, dois ratinhos serram uma jaca fazendo cair sobre um pato, abrindo para o logotipo. Nada a ver com a atual A Fazenda que passa na Record, claro! A vinheta vinha acompanhada da arrepiante música Eu Ando OK, de Zizi Possi.

Murilo Benício - Arthur Déborah Secco - Elizabeth Juliana Paes - Guinevere Marcos Pasquim - Lance Fernanda Lima - Maria Bo Bruno Garcia - Juan Flávia Alessandra - Vanessa Fúlvio Stefanini - Último (?) Botelho Bulhões e grande elenco

BASTIDORES

Carlos Lombardi se inspirou na Lenda do Rei Arthur e dos cavaleiros da Távola Redonda ao criar o núcleo central dos personagens, uma alusão ao castelo de Camelot: rei Arthur, papel de Murilo Benício, sua mulher Guinevere, interpretada por Juliana Paes, e seu principal cavaleiro, Lancelotti, papel de Marcos Pasquim. Já Elizabeth e Maria, vividas por Deborah Secco e Fernanda Lima, foram inspiradas em Elizabeth I, conhecida como a rainha virgem, e sua prima bastarda, Maria Stuart, a rainha da Escócia. Aficionado por seriados norte-americanos, o autor Carlos Lombardi fez inúmeras referências a produções desse formato em Pé na Jaca. Lost, Battlestar Galactia, Hero e Monk foram algumas das referências citadas em suas tramas. O ator Murilo Benício foi um dos destaques da novela como o hilário Arthur. Atrapalhado na hora de falar e cheio de trejeitos, o ator diz que se inspirou nas características de dois amigos pessoais para montar o perfil engraçado e desajeitado de Arthur: a maneira de falar veio de Evandro Mesquita, por seu sotaque carioca exageradamente carregado. Já a mania de mexer compulsivamente as mãos enquanto fala veio de Pedro Cardoso que, segundo Murilo Benício, gesticula muito enquanto fala. Outro destaque da novela foi a atriz Sofia Terra, que interpretou Maria criança no primeiro capítulo e, depois, a filha de Maria, a pequena Josephine. A atriz Nair Bello gravou as cenas inicias de Pé na Jaca, mas, quando a novela estreou, a atriz entrou em coma. Sua personagem passou a ser interpretada por Arlete Salles e as cenas inicias foram regravadas. Nair Bello faleceu em 17/04/2007. Em termos de audiência, a novela não foi bem. Exceção a estreia, que, em pleno horário de verão, alcançou surpreendentes 41 pontos de média. E só. Depois de uns meses, a trama passou a oscilar entre 33 e 36 pontos, e mais tarde, entre 25 e 30. Pé na Jaca fechou com média geral de 30 pontos, bem inferior aos 39 obtidos por Cobras & Lagartos.

Sessão Nostalgia: Cambalacho

Relembrando uma antiga Sessão Nostalgia, hoje a novela homenageada é uma comédia super divertida e que, acima de tudo, deixou enormes saudades. E revelou um nato talento de Regina Casé, que arrasava com uma aspirante à cantora. Essa novela foi um verdadeiro CAMBALACHO!

Cambalacho foi uma telenovela brasileira produzida e exibida no horário das 19 horas pela Rede Globo em 1986. Foi apresentada em 179 capítulos e foi escrita por Sílvio de Abreu. Os diretores foram Jorge Fernando e Del Rangel.

SINOPSE

Andréa planeja um crime perfeito para eliminar seu marido, Antero Souza e Silva, e ficar com sua herança. Só que o testamento remete a fortuna para Leonarda Furtado, a Naná, suposta filha desaparecida de Antero e que vive aplicando cambalachos para sobreviver ao lado de Jerônimo Machado, o Jejê. Para aliviar a culpa que sente por ser trapaceira, Naná leva para sua casa crianças que recolhe nas ruas de São Paulo.

Andréa sentindo-se perdida, constitui seu advogado, o homem que ama, Dr. Rogério, marido de sua irmã Amanda. Amanda, também advogada, por sua vez, sentindo-se traída, coloca-se à disposição de Naná defendendo-a contra todos, principalmente do marido e da irmã.

Mas a história tem uma reviravolta com a chegada de Daniela, suposta filha de Naná que morava no exterior e a mãe não via desde pequena. Acompanhados de Daniela chegam Armandinho e João Pedro, dois vigaristas que se fazem passar por nobres franceses.

E ainda há a pretensiosa Tina Pepper, fã da cantora Tina Turner, que usa uma peruca a imitando. Ela é filha de Lili Bolero, que passa o tempo todo queixando-se da carreira de cantora que teria lhe sido roubada por Ângela Maria.

Fernanda Montenegro - Naná (Leonarda Furtado) Gianfrancesco Guarnieri - Jejê (Jerônimo Machado) Natália do Valle - Andréa Pereira Suzana Vieira - Amanda Pereira Guerreiro Cláudio Marzo - Rogério Guerreiro Edson Celulari - Thiago Souza e Silva Débora Bloch - Ana Machadão (Ana Lúcia Machado) Regina Casé - Tina Pepper (Albertina Pimenta) e grande elenco

Exibida entre 10 de março e 4 de outubro de 1986 em 179 capítulos. A exibição da telenovela popularizou o termo "cambalacho" como sinônimo de golpe, logro, trambique. As primeiras chamadas aguçavam o telespectador, indagando-os com a pergunta: "Cambalacho... Você sabe o que é Cambalacho?" Cambalacho foi reapresentada na sessão Vale a Pena Ver de Novo entre 8 de julho e 13 de dezembro de 1991, em 115 capítulos, as 13h30, com grande sucesso, atingindo a excelente média de 37 pontos no horário. A vilã da história, Andréia, personagem de Natália do Valle, ficou marcada pela sua canção-tema, Perigosa. E era perigosa mesmo, pois tramava contra a irmã, tinha um caso com o cunhado, explodiu uma lancha com o marido velhote dentro, e ainda conseguiu jogar a culpa em sua rival, Naná Fernanda Montenegro. Em 2000, numa eleição do Vídeo Show para a pior vilã da televisão, Andréia superou Odete Roitman, de Vale Tudo e Maria Altiva, de A Indomada, provando o quanto a personagem marcou os telespectadores e a carreira de Natália do Vale. Mas, certamente, Andréia não é a maior vilã de todos os tempos. Nos anos 2000, megeras como Bia Falcão (Fernanda Montenegro em Belíssima) e Flora (Patrícia Pillar em A Favorita) superaram em todos os aspectos na repercussão nacional. Quem também marcou a novela foi Regina Casé, com sua hilária Tina Pepper (na verdade, Albertina Pimenta) e seu bordão "Detesto pobre!". A personagem chegou a gravar uma canção, lançada no programa "Cassino do Chacrinha", contando com a participação especial deste na telenovela. O hit de Tina, Você me Incendeia, chegou a ganhar um clipe no último capítulo da trama.

A letra da música:

Te quiero, te quiero Te quiero demás! Me gusta tu cuerpo Me gusta demás!

Você me incendeia Seu corpo serpenteia E me deixa lou, lou, louca Com água na boca

Não, não, não, não faz assim! Foi, foi, foi, foi longe demais!

A mãe de Tina, Lili Bolero, também foi outro grande destaque da telenovela. Consuelo Leandro ficou marcada pela personagem e chegou a confessar, anos depois, que odiava fazer novela. Mesmo assim, o sucesso da personagem foi tanto que Ângela Maria, a cantora que Lili odiava por julgá-la responsável pelo seu fracasso com cantora, apareceu em uma participação especial na trama. Evandro Mesquita participou da novela, cantando ao lado de Tina Pepper. Cláudia Raia, Monique Evans e Luiza Brunet deram vida a mulheres que atormentavam os sonhos de Wanderley, personagem de Roberto Bonfim, perseguido pelo ciúmes da mulher. E até o autor da trama, Sílvio de Abreu , deu o ar da graça, vivendo o padre que celebra o casamento de Naná (Fernanda Montenegro) e Jejê (Gianfrancesco Guarnieri).

A abertura, cantada por Walter Queiroz, se destacou pelo término, ao mostrar um aquário se quebrando, dando o ar da graça para a logomarca da novela.

PERGUNTA INTELIGENTE

Verdadeiro ou Falso? A cantora Ângela Maria fez uma participação especial na novela, como ela mesma.

Comente sobre o grande sucesso CAMBALACHO!

Sessão Nostalgia: Perdidos De Amor

Hoje a Sessão Nostalgia relembra uma escandalosa e divertida novela, que virou motivo de alegria e orgulho por dentro da Bandeirantes. Logicamente, quem assistia ficava PERDIDO DE AMOR pela trama.

Perdidos de Amor foi uma telenovela brasileira exibida pela Rede Bandeirantes entre 28 de outubro de 1996 e 7 de junho de 1997, às 19h. Foi escrita por Ana Maria Moretzsohn, com colaboração de Maria Cláudia Oliveira, Daisy Chaves e Vera Villar teve 160 capítulos, diretores José Carlos Pieri e Mauro Farias, Direção Geral de Márcio Waismann.

SINOPSE

Maria Luísa Ferreira de Albuquerque Caldas (Christine Fernandes), moça rica, inteligente e bonita que mora numa luxuosa mansão no Alto Leblon. Integra uma família aristocrática carioca e está de casamento marcado com Pedro Henrique Oliveira Andrade Neto (Lugui Palhares). Juntos, formam um casal de "mauricinho e patricinha" perfeitos: bonitos, ricos, charmosos e modernos. Fabiano Caldas (Edney Giovenazzi) é o pai dela, um empresário quase falido porém com muita pose, que alivia suas "tensões" esbanjando o dinheiro que não tem com amantes, o que piora ainda mais a situação. A mãe da moça se chama Eleonora (Sônia Clara), uma mulher de muita classe, porém cega ao mundo e à realidade.

Pedro Henrique, embora com tudo para ser um eterno playboy, não pode se encostar, pois seu pai, Olavo (Paulo Figueiredo), é um homem sério que não permite deslizes e vive dando duro em seu filho. Ainda assim, o rapaz mantém alguns vícios: mulheres e aventuras. Para isso, conta com os amigos Cícero (Jorge Pontual) e Billy (Carlos Thiré), que, juntos, formam a "Confraria dos Destemidos". Vive dizendo que vai pendurar as chuteirase ser fidelíssimo quando casar com Maria Luísa, mas até chegar o momento...

Enquanto isso, Jéssica Seabra (Carol Machado), mais conhecida como JS, uma "paparazza" de profissão e vocação, que entre outras coisas vive coletando material para a publicação de biografias escandalosas e não autorizadas, feminista como ela é, logo simpatiza com Maria Luísa e odeia Pedro Henrique. Jéssica consegue tudo o que quer se disfarçando, imitando sotaques, se arriscando e aventurando no que der e vier, tudo por um furo de reportagem. E nessa confusão toda quem sempre leva a pior é sua inseparável amiga Tony (Miriam Freeland), que a acompanha e a ajuda nas atrapalhadas.

Para "acabar com o sossego" do casal Pedro Henrique e Maria Luísa, surge Rodrigo (Cláudio Lins): novo-rico, o último dos românticos, quase ingênuo, sonha com a mulher ideal. Bom caráter, sem ser de família tradicional ou pertencer à sociedade, subiu na vida graças ao próprio trabalho e esforço. É uma pessoa extremamente simples e sem vaidades, apesar de endinheirada, pois desde muito cedo teve de cuidar dos negócios capengas do pai e graças à inteligência e habilidade conseguiu superar os problemas e prosperar no rumo da metalurgia. Ex-morador da Baixada Fluminense, atualmente mora num apartamento na Barra da Tijuca com Sofia (Totia Meirelles), sua irmã bem mais velha, uma deslumbrada emergente que ambiciona entrar para a sociedade, ser reconhecida como uma mulher fina, elegante e de bom gosto; Waldemar (Paulo Guarnieri), seu cunhado, conhecido e amigo de Rodrigo desde pequeno; Amélia (Suzana Faini), sua mãe, mulher simples, humana, de valores já consolidados; e os sobinhos Huguinho (Alan Pontes), Luisinho (Ricardo Bruno) e Zezinha (Camila Farias).

Às vésperas de seu casamento com Pedro Henrique, Maria Luísa descobre enfim que o noivo é um grande mulherengo. Magoada, se rende ao amor de Rodrigo. Porém, mesmo apaixonados, para ficarem juntos, os dois passam por muitas dificuldades. A principal é a falência de Fabiano, que, por orgulho, se recusa a vender suas indústrias, principalmente para Rodrigo. Para o empresário, a falência representa uma humilhação muito grande, e a decadência de sua aristocrática família torna-se, para ele, um problema sério dentro da sociedade carioca.

Christine Fernandes - Maria Luísa Cláudio Lins - Rodrigo Lugui Palhares - Pedro Henrique Edney Giovenazzi - Fabiano Caldas Sônia Clara - Eleonora Jonas Bloch - Quintino Cruz Lucinha Lins - Lali Massini Paulo Figueiredo - Olavo Andrade Carol Machado - Jéssica Seabra e grande elenco

Perdidos de Amor foi lançada como uma novela "escandalosamente romântica" diante de suas chamadas de estreia na TV. À época, foi muito divulgada. Destaque para a personagem Lali Massini (Lucinha Lins), dona de uma empresa que organiza festas de ricos e ensina para jovens moças como agarrrar um "HR" - Homem Rico. Dá aulas de postura, como andar e falar, além de estudar a vida do candidato e saber tudo o que ele gosta. Amaury Júnior, que apresentava o Flash e o programa que levava seu nome, fez uma participação especial na novela. A novela foi um sucesso de audiência dentro dos padrões da Bandeirantes, obtendo uma média de 7 pontos e picos superiores a 12. Vera Villar, colaboradora da trama, é irmã da também novelista Ana Maria Moretzsohn. O tema de abertura é Blue Moon, do conjunto The Mavericks (não confundir com a música tema de O Beijo do Vampiro, cujo nome era o mesmo). Na vinheta, um anjo (como o da logomarca) fazia peripécias por uma cidade e flechava o coração de pessoas que passavam pelo local. As mesmas, na medida em que eram atingidas, ficavam perdidos de amor...

Sessão Nostalgia: VALE TUDO

Sessão Nostalgia: VALE TUDO

Exibida de 16 de março de 1988 a 6 de janeiro de 1989, pela Rede Globo, no horário das 20 horas.

Com 204 capítulos. Novela de Gilberto Braga, com a colaboração de Aguinaldo Silva e Leonor Bassères.
Direção de Denis Carvalho e Ricardo Waddington. Com direção geral de Denis Carvalho.
Um dos maiores sucessos da teledramaturgia brasileira! Com uma trama contagiante o trio de autores conseguiu aliar as nuances de um bom folhetim com uma crítica social ao país a partir de uma pergunta:Marco Aurélio e Leila "Vale a pena ser honesto no Brasil de hoje?". O ano era 1988, em que se refletiam como nunca os nossos principais problemas políticos. Odete Roitman (Beatriz Segall) e Marco Aurélio (Reginaldo Faria) representavam o que havia de ruim e corrupto no país, enquanto que Raquel (Regina Duarte) e Ivan (Antônio Fagundes) simbolizavam a vida dura de milhões de brasileiros.
O título originalmente pensado para a novela, era "Pátria Amada", o que se tornou inviável por já existir como nome de um filme de Tizuka Yamazaki. Daniel Filho menciona: "Na sinopse inicial, a Maria de Fátima vendia a casa da mãe, Raquel, por volta do capítulo 50, portanto o tema central, que era o principal da história, não deslanchava. Ai então tive que argumentar: 'Se a filha não vender a casa e a mãe não ficar na miséria, a novela não atingirá seu objetivo, não deixaria claro o seu tema, que é o tudo-por-dinheiro'..." e assim foi feito.

Solange e Afonso Odete e César

Quem realmente brilhou e conquistou o diferencial para esta novela foram os vilões. Maria de Fátima, a filha ambiciosa, certamente foi o ápice na carreira de Glória Pires, que já era boa, mas melhorou muito quanto atriz; Carlos Alberto Ricceli na pele do máu-caráter César Ribeiro, conquistou a simpatia do público, que Fátima e Césardelirava com suas armações e envolvimento com Fátima e Odete. Mas quem conseguiu o título de vilã mor desta novela, foi a grande Beatriz Segall na pele de Odete Roitman, que se transformou na maior vilã de todos os tempos. Outra que obteve um graNde destaque foi a atriz Renata Sorrah, que na pele de Heleninha Roitman, ganhou fama como a primeira alcóolatra da televisão brasileira.No capítulo 193, exibido no dia 24 de dezembro de 1989, a vilã Odete Roitman foi assassinada com 3 tiros à queima-roupa, e mais uma vez Gilberto paralizava o Brasil com a pergunta: "Quem matou Odete Roitman?". Dessa vez, o mistério durou apenas 13 dias, mas foi o suficiente para dominar todas as conversas do país. Esse talvez foi o assassinato misterioso mais comentado de todos os tempos. O mistério do assassino da vilã tornou-se alvo de apostas, rifas e sorteios por todo o país. A pergunta só foi respondida no dia 06/01/1990, no último capítulo da novela, em que o Brasil parou para conhcer o criminoso.A cena do disparo foi gravada no dia em que o último capítulo iria ao ar; e com isso, até o prórprio elenco desconhecia o assassino, até que o diretor Denis Carvalho dispensou os demais, anunciando o criminoso. Aliás, a criminosa, pois a assassina era Leila (Cássia Kiss), que adentra o recinto desabaldamente, disparando sua arma contra a vilã, por engano! Ela achava que estava ali com seu marido Marco Aurélio (Reginaldo Faria), era Maria de Fátima (Glória Pires), a amante dele. A primeira reação da "morta" (Beatriz Segall), foi parabenizar o autor e diretor, pela escolha da assassina.Beatriz Segall, que até hoje é lembrada como a célebre vilã, meses depois do término da novela, se recusava a falar de Odete, já que tentava se afastar da imagem da megera, com trabalhos posteriores. Um exemplo é no remake da novela "Anjo Mau", em que atriz só aceitou participar, se fosse para fazer uma personagem do bem. Mas ao reencontrar com Glória Pires, que era Nice, a protagonista da novela, numa cena em que as duas seriam apresentadas, Beatriz que interpretava a Clô, não resisitiu e implantou um "caco" no texto: "nós não nos conhecemos de algum lugar" disse Beatriz.Além da questão da ética e da honestidade "Vale Tudo" discutiu pela primeira vez de forma explícita, mostrou a questão do lesbianismo, através das personagens Cecília (Lala Deheinzelin) e Laís (Cristina Prochaska).Sinopse

Fátima e RaquelMaria de Fátima (Glória Pires) tem certeza de que a honestidade não vale nada. Sem hesitar, ela vende a pequena casa da mãe, em Foz do Iguaçu, e muda-se para o Rio com o intuito de tentar ganhar a vida como modelo e aiscender socialmente. Envolve-se com o mau-caráter César (Carlos Alberto Riccelli), e para atingir seu objetivo utiliza-se de tudo: mentiras, dissimulações e até roubos. Conhece o milionário Afonso Roitman (Cássio Gabus Mendes), e depois de muitas armações, casa-se com ele.Raquel (Regina Duarte), a mãe de Fátima, pensa Raquel e Ivanexatamente o contrário da filha. Simplória e honesta, ela acredita que só o trabalho pode dar uma situação digna á pessoa. Após ter sido enganada pela filha, decide vir para o Rio, onde se estabelece e conhece Ivan (Antônio Fagundes), por quem se apaixona, e de vendedora de sanduíches, torna-se dona de uma rede de restaurantes.Até que Raquel encontra 800 mil dólares, e quando o dinheiro some, através de um plano de sua filha, ela passa a acreditar que o ladrão foi Ivan, rompendo com ele que se casa com Helena Roitman (Renata Sorrah), uma artísta plástica alcóolatra, filha da poderosa Odete Roitman (Beatriz Segall), uma mulher capaz de tudo para alcançar seus objetivos, que mantém uma caso amoroso com César, até ser morta misteriosamente.ElencoRegina Duarte/ Antônio Fagundes/ Glória Pires/ Carlos Alberto Ricceli/ Beatriz Segall/ Renata Sorrah/ Cassiano Gabus Mendes/ Lídia Brondi/ Natália Thimberg/ Reginaldo Faria/ Cássia Kiss/ Adriano Reys/ Denis Carvalho/ Cláudio Corrêa e Castro/ Pedro Paulo Rangel/ Lília Cabral/ Rosane Gofman/ Stepan Nercessian/ Cristina Galvão/ Sérgio Mamberti/ Cristina Prochaska/ Marcos Palmeira/ Otávio Mueller/ Fábio Villaverde/ Flávia Monteiro/ Marcelo Novaes/ Íris Bruzzi/ Zeni Pereira/ Danton Mello/ Fernando Almeida/ Paula Lavigne/ Jairo Lourenço/ Maria Gladys/ Lourdes Mayer/ Paulo Reis/ João Camargo/ Nara de Abreu/ Ana Lúcia Monteiro/ Bia Seidl/ Lala Deheinzelin/ Paulo Porto/ Rita Malot/ Marta Linhares/ Renata Castro Barbosa/ Carlos Gregório/ Edson Fieschi/ Fábio Junqueira/ Ivan de Albuquerque/ Maria Isabel de Lizandra/ Paulo César Grande/ Zilka Salaberry/ Turíbio Ruiz/ Ludoval Campos/ Paulo Vilaça/ Joyce de Oliveira/ Roberto Frota/ Marcos Waimberg/ Marcos Manzano/ Paulo Rezende/ Monique Lafond/ Sebastião Vasconcellos/ Daniel FilhoAbertura

Sessão Nostalgia: Festival Dancin' Days

Exibida de 10 de julho de 1978 a 27 de janeiro de 1979, pela Rede Globo, no horário de 20h. Com 174 capítulos.

Novela de Gilberto Braga.

Direção de Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dennis Carvalho, Marcos Paulo e José Carlos Piéri. Com direção geral de Daniel Filho.

Com esta novela Gilberto escrevia, definitivamente seu nome na história das telenovelas. A partir de uma idéia de Janete Clair, chamada de "A Prisioneira", Giberto Braga desenvolveu uma trama extremamente sedutora, levando "Dancin' Days" a se tornar um dos maiores sucessos da história da televisão brasileira - sucesso não esperado nem mesmo pelo próprio autor.

Dancin' Days era o nome de uma famosa discoteca de Nelson Motta, mantida pelo produtor musical durante quatro meses de 1976, no recém-inaugurado shopping da Gávea. Esta discoteca foi inserida no enredo no rastro de seus sucesso no Rio de Janeiro, e também, no rastro do sucesso do filme, Os Embalos de Sábado à Noite, com John Travolta, exibido na época.

Gilberto Braga havia pensado inicalmente em Betty Faria para o papel de Júlia Matos, mas Betty estava prestes a estrear o programa Brasil Pandeiro. Para o papel de Hélio, Gilberto havia pensado no próprio Daniel Filho, que viria a ser o diretor da novela. Mas a personagem que deu mais trabalho à equipe, foi sem dúvida, Yolanda Pratini. Ás vésperas estréia, várias cenas tiveram que ser regravadas, pois Joana Fomm havia substituído Norma Benguell, no papel da megera irmã de Júlia. Daniel Filho narra este fato em seu livro, Antes Que Me Esqueçam: "O papel era muito bom, mas ela não conseguiu adaptar-se ao ritmo das gravações. Seus tempos de criação, suas propostas de interpretação não eram compatíveis com a novela. (...) As cenas saíam com dificuldade. O principal motivo era certamente que ela se sentia menos prestigiada, já que o tratamento dados as estrelas da tv não é o mesmo dado as estrelas do cinema. (...) Claro que ela tinha talento para fazer o papel. O que faltava nela era o entrosamento com o ritmo da televisão. A saída foi substituí-la". Aliás, numa falha de edição, dá para ver a atriz Norma Benguell numa cena de externa do capítulo 6, quando Yolanda deixa Marisa (Glória Pires) de carro na porta da escola de sapateado. Antes de substituir Norma, Joana Fomm havia sido escalada para o papel de Neide, secretária de Celina (Beatriz Segall), papel que ficou com a atriz Regina Viana.
Daniel Filho dirigiu a novela até o capítulo 26, passando, então, o comando da direção para Gonzaga Blota, apenas supervisionando as cenas. Mais tarde, Blota seria ainda substituído por Dennis Carvalho, Marcos Paulo e José Carlos Piéri, já que havia sido escalado para dirigir a próxima novela, "Pai Herói".
Sônia Braga ditou moda, com suas roupas de cetim e meias soquetes de lurex, e a novela virou coqueluche, espalhando cada vez mais discotecas pelo país. As meias de luréx, meio fosforecentes, listradas e coloridíssimas, com as sandálias de tira e salto alto, viraram mania nacional, sendo praticamente impossível ver alguma mulher sem elas. Ainda na onda do merchandising, a boneca Pepa, companheira inseparável de Carminha (Pepita Rodrigues), foi parar nas prateleiras, vendendo 400 mil unidades. Ainda comentando sob a febre que se tornou "Dancin' Days", por causa da novela, os vôos de asa-delta, praticados por Beto (Lauro Corona), deixaram de ser apenas um hobby da zona sul carioca. "Dancin' Days" mereceu ainda, uma reportagem na revista norte-americana Newsweek, em novembro de 1978, que destacava a influência que a novela exercia sobre os hábitos brasileiros. E a partir desta novela, é que passou-se a discutir exatamente esta questão, que é muito falada até hoje.

Sônia Braga comentou como conseguiu o papel de Júlia Matos: "Eu fiz teste para o papel. Foi decisão minha. Eu tinha 28 anos, e Júlia começava a novela trintona, após 11 anos de cadeia, com uma filha de 15 anos. O Daniel me ofereceu o papel, mas eu não tinha certeza se eu poderia funcionar como uma mulher mais velha, mãe de adolescente, com passado barra pesada". Sônia fala ainda da frase que insistiu Gilberto Braga fizesse Júlia falar: 'A porta da rua é serventia da casa. Ponha-se daqui para fora!' Gilberto resistiu, disse que não poderia pôr uma frase dessas de jeito nenhum na boca da protagonista da novela, até que um dia veio a surpresa. Numa visita de Yolanda, Júlia disse "a porta da rua é a serventia da casa', jogou-lhe a capa de chuva em cima, apontou-lhe a porta e terminou 'ponha-se daqui para fora!".

Janete Clair, a grande mestra do autor, prestou uma colaboração informal a Gilberto Braga. A certa altura da preparação da novela, Janete lendo os capítulos, balançou a cabeça com ar de reprovação e disse: "Aqui no capítulo 16, o mocinho tem de encontrar a mocinha e começar um romance, senão a novela não agarra". Como palavra de mestra é uma ordem, Gilberto Braga, então, criou uma cena para Júlia e Cacá (Antônio Fagundes) que acabou encaixada, para que os dois se conhecessem, se olhassem, se beijassem e se separassem, encontro esse que só aconteceria no capítulo 25. A personagem Áurea foi diretamente inspirada na própria mãe do autor, mas ao contrário da real e da prevista na sinopse inicial, a da ficção não se suicidou: a magistral interpretação de Yara Amaral a salvou, sendo o marido da personagem a acabar por morrer.

A discoteca foi um dos cenários fixos da novela, mas algumas cenas foram gravadas na discoteca Hippopotamus, no Rio de Janeiro. Para a marcante cena da triunfal volta de Júlia, no capítulo 79, a figurinista Marília Carneiro criou uma calça jogging de cetim com listras laterais. E para completar o visual, não poderiam faltar as famosas meias de luréx, com as sandálias de salto alto. No capítulo 32, Gilberto Braga faz uma participação especial, convidado do Clube 17, dançando inclusive com Yolanda. Participaram ainda do capítulo, Djenane Machado, Ney Latorraca, Moacyr Deriquém e Lauro César Muniz. No capítulo 35, foi a vez do diretor Daniel Filho dar um pezinho de dança com Yolanda. Nana Caymmi canta "Prá Você", numa participação especial no capítulo 48. A novela também contou com a participação especial de Gal Costa, que cantou "Folhetim" e "Solidão". Júlia recebe em sua casa, no capítulo 129, a visita da colunista Hildegard Angel, acompanhada de Jorginho Guinle e de Edgard Moura Brasil. Danusa Leão comparece a uma festa no capítulo 137.

Sobre o final da novela, Daniel filho também menciona em seu livro: "Dancin' Days" teve um dos finais mais emocionantes de gravar. (...) Houve momentos em que tive dificuldade de gravar close dos atores, pois a emoção tomava consta deles. Lauro Corona ficou chorando uns 40 minutos sem conseguir dizer uma palavra. (...) Eu tinha que marcar a última cena, que era entre Sônia Braga e Joana Fomm. Era a cena em que as duas irmãs brigavam, uma cena de ódio e de amor. Depois se aproximavam , se abraçavam e pediam perdão uma à outra. (...) Acho a cena maravilhosa para televisão. Mas o chorou que tomou as duas não era o choro das personagens Júlia e Yolanda, era o choro de Sônia Braga, era o choro de Joana Fomm, o choro da despedida de um enorma sucesso, de uma enorme satisfãção, da satisfação do sucesso de toda uma família".

Foi a estréia em novelas do atores Lauro Corona e Sura Berditchewski. Os futuros atores, Eri Johnson e Cláudia Ohana, participaram como figurantes da novela. A novela foi reapresentada entre outubro e dezembro de 1982, às 22 horas. E num compacto de uma hora e meia em 18/02/1980, como atração do Festival 15 Anos (apresentação de Glória Pires).
Sinopse

JúliaJúlia Matos é uma ex-presidiária que ganha liberdade condicional após onze anos de prisão, e tenta se reaproximar da filha Marisa, tendo como principal obstáculo a irmã Yolanda Pratini, que criou a menina cercada de luxo e mimos. Yolanda, uma socialite que optou por se casar para subir na vida, queria que Marisa e a irmã trilhassem o mesmo caminho. Júlia, corajosa e determinada, tenta sem muito sucesso se reestabelecer fora do presídio, enquanto faz das tripas coração pra ser aceita pela filha, que a trata com hostilidade e aparente indiferença. Marisa é uma adolescente com temperamento rebelde, que não se importa com a situação. Em meio a tudo isso, Júlia acaba se envolvendo amorosamente com Cacá, um diplomata desiludido com a profissão.

Ao aproximar-se da filha simulando outra identidade, Júlia luta para que Marisa, à beira de um casamento precoce, tome decisões maduras diante daMarisa e Beto vida. No dia do casamento da filha, Júlia revela ser sua mãe e tenta impedir o casamento, mas não obtem sucesso. Durante a recepção, completamente embriagada, acaba por agredir Franklin, o pai de Beto, o noivo de Marisa, e graças à atitude precipitada de uma convidada (Áurea) de chamar a polícia, Júlia acaba novamente presa, e condenada a mais seis meses de prisão. Ao entrar no camburão da polícia, Júlia promete vingança. Considerando isso mais uma humilhação por conta da irmã e da filha, Júlia, ao sair da cadeia, aceita se casar com Ubirajara, um homem solitário apaixonado por ela. Após uma viagem e um providencial banho de loja, retorna exuberante, no dia da inauguração da discoteca Dancin' Days (o ex Club 17, agora sob a direção de Hélio) surpreendendo a todos - principalmente a Yolanda e Marisa - mCacáarcando assim a virada da personagem.

Após um show de sensualidade na pista de dança, Júlia dá inicio ao seu plano de vingança: diminuir as pessoas que a fizeram sofrer: Cacá, que ao rencontrá-la, não teve coragem de se separar da noiva, Inês; a filha Marisa, já desiludida com o casamento com Beto; e Yolanda, que se encontra separada de Horácio e totalmente falida. Júlia passa a se tornar a mulher admirada por todos, assumindo a mesma postura fútil que marcava a personalidade da irmã, suplantando-a diante da sociedade. Mostra-se capaz de ser "melhor" que ela. Mas ao final tudo se resolve: a ex-presidiária reconcilia-se com Cacá, consegue estabelecer uma relação amigável com a filha e, após se atracar com Yolanda numa festa no Copacabana Palace, acaba perdoando e se reconciliando com a irmã.
Elenco:
Sônia Braga/ Antônio Fagundes/ Joana Fomm/ Reginaldo Faria/ José Lewgoy/ Glória Pires/ Laura Corona/ Lídia Brondi/ Pepita Rodrigues/ Milton Moraes/ Cláudio Corrêa e Castro/ Ary Fontoura/ Mauro Mendonça/ Sura Berditchewski/ Eduardo Tornaghi/ Yara Amaral/ Mário Lago/ Lourdes Mayer/ Jacqueline Laurence/ Cleyde Blota/ Beatriz Segall/ Ivân Candido/ Renato Pedrosa/ Sandra Campos/ Gracinda Freira/ Diana Morell/ Neusa Borges/ Chica Xavier/ Regina Viana/ Mira Palheta/ Jardel Mello/ Suzana Queiroz/ Rejane Amaral/ Rejane Schumann/ Selma Lopes/ Osmar de Mattos/ Luciano Sabino/ Abelardo de Abreu/ César Augusto/ Fregolente/ Murilo Nery/ Denny Perrier/ Júlio Luís/ Ivete Milozski/ Orion Ximenes/ Raquel Mazza/ Rose Addario/ Joyce de Oliveira/ Roberto de Cleto/ Nino Gionanetti/ Jorge Ramos/ Maria Lúcia Dahl/ Sandra Pera/ Paolette.

Sessão Nostalgia: PECADO CAPITAL

Consegui um tempo para postar hoje, e falarei da novela: "Pecado Capital".

Exibida de 24 de novembro de 1975 a 5 de junho de 1976, pela Rede Globo, no horário das 20 horas. Com 167 capítulos.
Novela de Janete Clair
Direção de Daniel Filho e Jardel Mello
Já comecei a contar um pouco da história desta novela quando falei em "Roque Santeiro", pois esta novela de Janete Clair teve que ser escrita as pressas para substituir a novela de Dias Gomes, que havia sido proibida de ir ao ar, no dia de sua estréia. A emissora apresentou então, um compacto da novela "Selva de Pedra", de Janete Clair, enquanto a autora, que havia sido rebaixada para o horário da sete, se oferecia para apresentar uma sinopse em tempo recorde, e fez de "Pecado Capital", uma de suas melhores novelas na televisão, se não a melhor.
Suas novelas, que já garantiram recordes de audiência, mas Janete estava numa fase em que a crítica à consumia, pelo fracasso da novela "Bravo", ela passou então o comando da novela para Gilberto Braga, que era seu colaborador, e voltou ao horário nobre. Ela deixava de lado suas novelas melodramáticas e fantasiosas, e passava a escrever textos mais realistas, como as de seu marido, Dias Gomes.
Primeira novela à cores das oito da noite, logo no primeiro capítulo, uma cena antológica: o assalto ao banco, em que o dinheiro do roubo é deixado no carro de Carlão (Francisco Cuoco). E a partir desta cena, ela conseguiu prender a atenção do público, como só ela sabia fazer, e isso até o último capítulo, em que ela explicava a tragédia urbana que desenvolvera. Carlão (Francisco Cuoco) que agira de má fé, ao ter ficado com o dinheiro, morre assassinado entre as obras do metrô, e sua morte é anunciada no jornal, enquanto no mesmo matutino, é anunciado o casamento de Lucinha (Betty Faria) e Salviano (Lima Duarte), chamando a atenção dos leitores.
Janete revelou num depoimento: "Roque Santeiro, com seu jeito inovador, havia criado uma expectativa muito grande, e responsabilidade de criar sua substitua era assustadora, fui obriagada a mudar meu gênero, tive que me igualr ao estilo do Dias, ficar mais realista, e a partir desta novela, meus textos melhoraram muito". Daniel Filho, o diretor da novela, também declarou: "Esta novela, é daquelas que acontecem de tempos em tempos, meu Carlão era diferente do da Janete. O meu, era um Carlão mais sacana, que não guardava o dinheiro pensando emd evolver, e a partir desta idéia, eu mudava sua personalidade, mesmo mantendo o texto da autora". Da sinopse original, muito coisa foi mudada, começando pelo nome da novela, que se chamaria "O Medo". Carlão (Francisco Cuoco) era Rafa, um galã romântico, noivo da suburbana e ambiciosa Lucinha (Betty Faria), que se envolvia com o rico empresário Salviano Lisboa (Lima Duarte), o vilão, mas depois Salviano perdeira Lucinha para Rafa, o seu amor verdadeiro. Daniel, mudou totalmente o enredo: humanizou Salviano (Lima Duarte), tornando-o um homem infeliz e solitário, transformou Rafa em Carlão (Francisco Cuoco), que deixou de ser o mocinho e passou a ser um anti-herói, e fez de Lucinha (Betty Faria) uma mulher batalhadora e de personalidade forte. Por falar em Lucinha, Betty Faria não queria aceitar o papel da operária, pois achava que ele tinha mais a ver com Regina Duarte, mas foi forçada a ceitar o papel, que seria um de seus melhores trabalhos na televisão.

O curioso, é que dez anos depois, Regina Duarte, faria o papel da Viúva Porcina, antes destinado à Betty Faria, que se recusou a fazer o papel. A produção, os cenários e alguns atores como a própria Betty Faria e Lima Duarte, da censurada "Roque Santeiro", foram aproveitado em "Pecado Capital".
A trilha sonora teve músicas marcantes, como a própria Pecado Capital, música de abertura, que assim como a novela, foi feita em tempo recorde: 24 horas. Marília Carneiro, a figurinista da novela, andou pelas ruas do Rio, trocando roupas novas por peças usadas dos pedestres.

Nélio e Vilma

Em 1998, "Pecado Capital", ganhou um remake sem sucesso, escrito por Glória Perez, com Du Moscovis, Carolina Ferraz e Francisco Cuoco, nos papéis de Carlão, Lucinha e Salviano, respectivamente. Esta versão de 1975, ganhou um compacto de uma hora e meia no Festival 15 Anos, apresentado por Janete Clair.

Leia o artigo: Pecado Capital, Três Considerações.

Sinopse

Carlão (Francisco Cuoco) é um motorista de táxi, morador do Méier, noivo da operária Lucinha (Betty Faria), que se vê diante de um dilema ético, ao se deparar com o dinheiro de um assalto, que fora esquecido e, seu carro. A princípio guarda a mala de dinheiro, mas não resiste em usar quando o pai, Raimundo (Gilberto Martinho), tem seus problemas de saúde agravados. Movido pela ambição, ele se apossa do dinheiro, e ascende socialmente, abrindo uma frota de táxi. Tudo isso enfluenciado por Eunice (Rosamaria Murtinho), que participou do assalto e ao desocbrir que o dinheiro o dinheiro está com ele, apaixona-se, e pede em troca de seu silêncio, que Carlão se afaste de Lucinha e casa-se com ela, o que ele faz.

A escalada social de Carlão, acompanha a destruição de Eunice, que se torna a responsável pelo roubo.
No outro lado da história, ganhava força de Salviano Lisboa (Lima Duarte), um viúvo e seus seis filhos: Vilma (Débora Duarte), Vitória (Tereza Amayo), Vicente (Luiz Armando Queiróz), Vinícius (Marco Nanini), Válter (João Carlos Barroso) e Virgílio (Lauro Góes). Salviano é um homem que vive na mais completa solidão, até conhecer Lucinha, por quem se apaixona, mas este amor irá gerar diversos conflitos entre Salviano e seus filhos, que são resistentes à união.
Elenco:

Francisco Cuoco/ Betty Faria/ Lima Duarte/ Rosamaria Murtinho/ Dênis Carvalho/ Débora Duarte/ Tereza Amayo/ Dary Reis/ Luiz Armando Queiróz/ Emiliano Queiróz/ Lutero Luís/ Gilberto Martinho/ Germano Filho/ Ilva Ninõ/ Elisângela/ Lauro Góes/ Marco Nanini/ João Carlos Barroso/ Malu Rocha/ Sandra Barsotti/ Leina Krespi/ Elza Gomes/ Maria Pompeo/ Milton Gonçalves/ Lady Francisco/ Gilson Moura/ Alfredo Murphy/ André Valli/ Nestor de Montemar/ Glória Ladany/ Fábio Mássimo/ Moacyr Deriquém/ Helóisa Helena/ Mário Lago/ Ivan Cândido/ Míriam Pires/ Zanoni Ferrite/ Isolda Cresta