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Sessão Vilão: RAQUEL

Raquel (Glória Pires)

Novela: Mulheres de Areia
Autora:
Ivani Ribeiro
Núcleo:
Wolf Maya

Sem limites para sua ambição e com uma personalidade totalmente desturpada, completamente oposta à de sua irmã gêmea Ruth (Glória Pires), Raquel conquistou seu espaço na galeria das priores vilãs da tv, e deu à Glória Pires, mais uma vez, a oportunidade de exibir seu talento ao dar vida às duas jovens, idênticas fisicamente, porém, de personalidade infinitamente diferentes.
Na verdade, Glória Pires teve muito trabalho no desenrolar da história, e considera esta uma das tramas mais trabalhosas de sua carreira. Não é para menos, pois a atriz conseguiu viver praticamente quatro personagens distintos, e estabelencendo diferenças entre eles, que dispensavam qualquer apresentação ou avisos aos telespectadores. Além de Ruth e Raquel, Glória soube ser "a Raquel imitando a Ruth" e, posteriormente, "a Ruth imitando a Raquel".

Ruth Marcos Rachel

Ruth realmente amava Marcos (Guilherme Fontes), já Raquel só ambicionava sua posição social e fortuna. As duas travaram, por meses a fio, um duelo pelo amor de Marcos Assunção, deixando o público paralisado diante de tantas maldades que a megera era capaz de aprontar contra a própria irmã, e com todos que tentavam atravessar seu caminho - em especial Tonho da Lua (Marcos Frota), o protegido de Ruth, que odiava Raquel.

Embora mantivesse um relacionamento amoroso com o mau-caráter Wanderley (Paulo Betti), Raquel só tinha olhos para fortuna da família Assunção, da qual decidiu fazer parte no momento em que viu o jovem herdeiro apaixonado por sua doce irmã. A vilã contava ainda com o apoio e compreensão de sua mãe, a não menos ambiciosa Isaura (Laura Cardoso), que mantinha uma forte ligação com a megera, ao contrário de seu pai o humilde pescador Floriano (Sebastião Vasconcellos), que adorava a outra filha.
Mas na sua busca por poder, Raquel esbaara em alguns obstáculos, com Virgílio Assunção (Raul Cortez), o pai de Marcos, um homem totalmente prepotente e inescrupuloso, que não aceita o namoro do filho com a vilã. Porém, utilizando-se de expedientes nada convencionais, Raquel consegue se casar com o mocinho, para tristeza de sua irmã Ruth, que sofre calada, mesmo sabendo que o interesse de sua irmã é apenas econômico.

Isaura Isaura

É quando a história tem uma reviravolta. Raquel, após sofrer um acidente é dada como morta, e Ruth decide, então, assumir o seu lugar, e inclusive sua personalidade, tudo para ficar ao lado do homem que ama. Mas Raquel não morreu, e agora planeja sua volta, e a vingança contra a irmã que roubou seu lugar.

Sessão Vilão: NICE

Como fiquei bastante tempo sem postar a "Sessão Vilão", hoje optei por colocá-la novamente.

A escolhida de hoje foi uma babá que fez muito sucesso nos anos 70: Nice (Suzana Vieira), a perversa babá que fez de tudo para se casar com o seu amado, Rodrigo (José Wilker). Mais uma vez Suzana brilhava e conquistava os telespectadores com seus personagens, com a primeira protagonista-vilã de uma novela.
Nice (Suzana Vieira)

Nice com EdinhoNovela: Anjo Mau (1976)

Autor: Cassiano Gabus Mendes
Direção:
Régis Cardoso e Fábio Sabag
Horário:
19 horas
Emissora:
Globo
Data de Exibição:
2 de Fevereiro a 24 de Agosto de 1976.

Uma Babá Nada Perfeita

A moça pobre que não mediu esforços para subir na vida e não poupou ninguém para chegar aonde queria. Esse era o perfil básico da ambiciosa Nice (Suzana Vieira), personagem que marcou a carreira de Suzana Vieira em "Anjo Mau", novela de Cassiano Gabus Mendes.
Disposta a tudo para ascender socialmente, arruma um emprego como babá do peGetúlio e Stelaqueno Edinho (Eric Gomes Barbosa), na mansão dos Medeiros, uma família de classe média alta, para quem seu pai, Augusto (José Lewgoy) já trabalha. Seu único objetivo era na verdade, conquistas o filho mais velho da família Medeiros, o empresário Rodrigo (José Wilker), irmão de sua patroa, a tresloucada Stela (Pepita Rodrigues). A ambiciosa Nice usa de todas as suas armas para conquistar o rapaz, e planeja o dia em que deixará de ser pobre, e se transformará na dona daquele casarão.
Com uma cara dócil, de anjo, a babá toma atitudes nada corretas quando se trata de seu futuro. Incoformada com o previsível destino que sua vida pode tomar - casar-se com o mecânico Júlio (Zanoni Ferrite), e ter uma grande prole -, a babá começa a agir.
Como seu alvo parecia muito protegido pela família, ela partiu para desestabilizar a já conturbada casa, fomentando intrigNice, Rodrigo e Léaas, para poder se aproximar de Rodrigo. Ela começa pela insegura Stela, que morre de ciúmes do marido Getúlio (Osmar Prado). Nice não pensou duas vezes em armar diversas ciladas para os dois. A babá não economizou também nas mentiras, intrigas e armadilhas tramadas, para que Rodrigo descobrisse que sua noiva Paula (Vera Gimenez) o traía com seu próprio irmão, o playboy Ricardo (Luiz Gustavo).
Com tamanha desilusão, Rodrigo começa a aparecer nos eventos, sempre na companhia de Nice. Mas a babá ainda precisa se livrar de mais um obstáculo: o interesse de Rodrigo pela doce Léa (Renée de Vielmond), que sempre foi apaixonada por ele. Nice não titubeia ao jogá-la nos braços de seu irmão Luís Carlos (Mário Gomes).
Mas a vilã também tem que enfrentar um grande carma: o ódio de sua mãe. Ela é filha adotiva de Alzira (Vanda Lacerda) e Augusto, mas a matriarca, que possui um estranho sentimento pela babá, guarda um segredo do passado. Na verdade, Nice é sua filha de verdade, no tempo em que ele se prostituía e acabou engravidando de Onias (Átila Iorio).
Com uma mente fértil e voltada para o mal, Nice acabou traída por seu próprio plano, aoAlzira e Augusto se ver apaixonada por Rodrigo, porém, sem conseguir conquistá-lo de vez. Mas mesmo assim, eles se casaram. Por fim, a vilã, mesmo contra a vontade do autor e dos telespectadores, morreu no parto do filho que esperava de Rodrigo. A responsável pela obrigação, foi a Censura, que não permitia que uma vilã ficasse sem o castigo merecido. A cena garantiu a trama 90% de audiência no último capítulo. Um recorde para o horário.
Cerca de 21 anos depois, Maria Adelaide Amaral se baseou na obra original de Cassiano, para criar um remake de "Anjo Mau". A babá agora era interpretada por Glória Pires, e também cativou o público. Apesar de sua ambição desenfreada, a personagem vinha mais leve agora, passando a responsabilidade das maldades para a dupla Ruy Novaes (Mauro Mendonça) e Paula (Alessandra Negrini), perfeitos em seus papéis.

Sessão Vilão: DOM JERÔNIMO TAVEIRA

Dom Jerônimo Taveira (Tarcísio Meira)

Minissérie: A Muralha

Autora: Maria Adelaide Amaral

Núcleo: Denise Saraceni

Horário: 23h

Exibição: 04 de Janeiro a 31 de Março de 2000.

Um Ser Repulviso

Sim, esse é um dos mais leves adjetivos que podem ser aplicados à este crápula. Dom Jerônimo Taveira, o principal vilão de "A Muralha" foi um verdadeiro brinde ao indiscutível talento de Tarcísio Meira, sendo também, o responsável pelo sucesso da minissérie de Maria Adelaide Amaral.

Aqui, Tarcísio Meira comprovava sua versatilidade, num Dom Jerônimo totalmente diferente de tudo o que já havia feito em sua carreira. Um personagem cínico, que ao mesmo tempo que parecia ser apenas um pobre homem fiel à religião, escondia um ser totalmente asqueroso, capaz de cometer atrocidades que não estão no gibi. Ele era na verdade, o diabo em forma de gente. Um ser que causava repulsa somente por sua aparência, suja e deseixada.

Comerciante, trapaceiro, dissimulado e mau-caráter, é fingido diante das autoridades, passando-se por um homem obediente, mas por debaixo dos panos, não respeita ninguém. Canalha, se passa por um carolça na frente dos padres, mas na realidade, é um pervertido, perverso, cruel e obsceno.

Agia como um rato, às escondidas, embora se passasse por um humilde servo temente a Deus, diante dos olhos dos menos atentos ou que tiveram a sorte de não se tornar uma de suas vítimas.

Aliás, uma de suas principais vítimas era Don'Ana (Letícia Sabatella), uma pobre judia que após fugir dos horrores da Guerra Santa, vai viver sob a tutela de Dom Jerônimo, com quem possui uma dívida moral a pagar, pois Dom Jerônimo, irmão de um inquisidor, livrara da morte o pai de Don'Ana em Portugal.

A moça não teve uma vida fácil, pois vivia trancafiada num porão, onde Dom Jerônimo a maltratava e a fazia "pagar pelos pecados" cometidos por ela. Na verdade, os pecados eram dele, que delirava com a moça, e mantinha o desejo de possuí-la, então, para se redimir de seus pecados, ele maltratava a reponsável pelos seus delirantes desejos. A situação se complica então, quando entra na história o valente Dom Guilherme Shetz (Alexandre Borges), que apaixonado por Don'Ana, enfrenta Dom Jerônimo numa luta desigual, á que o vilão mantém a pose de servo do senhor, numa época em que a igreja ditava a ordem.

Dom Jerônimo ainda tinha tempo também para oprimir a pobre índia Moatira (Maria Maya), que assim como Don'Ana, comia o pão que o diabo amassou nas mãos do asqueroso personagem. O vilão também mantinha planos para destruir o bandeirante Dom Braz de Olinto (Mauro Mendonça).

Para caracterizar com o visual do personagem, Tarcísio Meira passava por uma verdadeira transformação. Além das roupas pesadas, e sempre de aspecto muito sujo, o ator utilizava-se dos recursos da maquiagem, para dar igual aspecto aos cabelos, barba, dentes e unhas, transformando-se numa figura verdadeiramente asquerosa.

No final, Dom Jerônimo pagou por tudo o que merecia, ardendo nas chamas de uma fogueira de inquisição, recebendo o pagamento, por todos os crimes que cometera durantAlge toda a minisséire, numa cena digna da atuação de Tarcísio Meira.

Sessão Vilão: FELIPE BARRETO

Sessão Vilão: FELIPE BARRETO

Felipe Barreto (Antônio Fagundes)

Novela: O Dono do Mundo

Autor: Gilberto Braga

Núcleo: Denis Carvalho

Um Vilão Sedutor

"Acreditando ser uma espécie de Deus, o cirurgião Felipe Barreto tem a certeza de que para ele tudo é permitido. Inclusive 'roubar' a honra de uma jovem ingênua, em sua noite de núpcias."

Antônio Fagundes interpretava em "O Dono do Mundo" um dos poucos vilões de sua extensa carreira. Gilberto Braga precisava de um homem que pudesse ser frio e maniqueísta, mas ao mesmo tempo viril, e que exerce grande influência sobre as mulheres. Então, ninguém melhor que Fagundes para o papel de Felipe Barreto, o grande vilão de "O Dono do Mundo".

Infelizmente a novela não foi bem aceita de início pelo público, por ser forte demais, causando um mal-estar na chamada classe C, que não gostou de ser retratada de maneira humilhante. Porém, alguns personagens conseguiram se destacar na trama, como Beija-Flor (Ângelo Antônio) e Taís (Letícia Sabatella), até hoje lembrados, e que conseguiram roubar a cena das mocinhas Márcia (Malu Mader) e Stella (Glória Pires). O mesmo ocorreu com Felipe Barreto, que apesar de toda vilania, se tornou alvo da cobiça das telespectadoras.

As maldades de Felipe começaram logo no início da trama. Cirurgião plástico, famoso e renomado, Felipe Barreto sempre teve em primeiro lugar em sua mente, o dinheiro e o poder. Essas duas coisas estão à frente de tudo para ele.

Inescrupuloso, prepotente, arrogante e sem nenhum resquício de caráter, esses são apenas algumas das referências desse homem, que tinha convicção de que só uma posição de destaque merecia respeito, e ainda acreditava ser um Deus. Aliás, foi por este motivo que ele se tornou cirurgião plástico, para poder brincar de Deus.

Felipe era um canalha da pior espécie, que apesar de todas as atrocidades que cometia, era aceito com toda a pompa e circustância em seu círculo de amizades, como um grande homem, um verdadeiro benfeitor!

Quando a história começa, ainda casado com Stella, Felipe descobre que a noiva de um de seus empregados, que está prestes a se casar, ainda é virgem. O máu-caráter então, faz uma aposta de que será o primeiro homem a levar Márcia, para cama. Convidado para ser o padrinho do casamento de Wálter (Tadeu Aguiar) - seu empregado - e Márcia, ele convida os dois para passarem a lua-de-mel numa viagem ao exterior. Visando se aproveitar da situação, ele vai junto, e claro, não mede esforços, e muito menos economiza dinheiro para alcançar seu objetivo, que se torna na verdade uma obsessão. Por fim, ele acaba conseguindo.

No decorrer da história, Wálter acaba morrendo, e possuída pelo ódio que sente de Felipe, Márcia decide dedicar todos os momentos de sua vida ao inabnalável desejo de se vingar do poderoso cirurgião.

A cada capítulo o inescrupuloso vilão revela uma nova faceta de seu péssimo caráter. Mas apesar de ser um homem amoral, extremamente cruel, ele é também um irresistível sedutor. E fragilizada e confusa com os acontecimentos de sua vida, Márcia, apesar de todo ódio, se torna presa fácil da paixão que une para sempre os dois extremos.

Aliás, a personagem de Malu Mader foi hostilizada pelo público devido a sua passividade aos atos de Felipe, e também por se ver apaixonada pelo vilão. A solução encontrada, foi fazer com que Márcia se tornasse mais implacável na busca pela vingança, sendo marcada por uma cena em que ela traça com uma navalha o rosto do vilão.

Sessão Vilão: Adma Guerreiro

Sessão Vilão: Adma Guerreiro

Adma Guerreiro (Cássia Kiss)

Novela: Porto dos Milagres

Globo - 21h - 203 capítulos.

Autores: Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares

Baseada nos romances: "Mar Morto" e "A Descoberta da América pelos Turcos", de Jorge Amado.

Direção: Fabrício Mamberti e Luciano Sabino

Direção Geral: Marcos Paulo e Roberto Naar

Núcleo: Marcos Paulo

Assassina em Série

Movida pelo desejo de ter muito dinheiro e todo o poder que pudesse, Adma, personagem de Cássia Kiss em "Porto dos Milagres", é o que se pode chamar de "vilãzona".

Fugindo da polícia espanhola e perseguindo as profecias de uma cigana, ela e o marido Félix Guerreiro (Antônio Fagundes) foram parar em Porto dos Milagres, uma cidade onde vivia o irmão gêmeo dele, Bartolomeu (Antônio Fagundes), o homem mais poderoso do lugar.

Félix e Adma

Cega pelo desejo de transformar Félix num rei, como dizia a profecia da cigana, Adma não pensou duas vezes antes de matar o cunhado e fazer com que o marido assumisse o seu lugar. Sua cobiça fica maior ainda quando Arlete (Letícia Sabatella) bate à sua porta dizendo ter tido um filho com Bartolomeu. Adma manda Eriberto (José de Abreu), seu principal comparsa, dar fim à mãe e a criança, o que ele acaba não conseguindo finalizar, fazendo com que o bebê vá parar nas mãos de um pescador.

A partir deste momento Adma não teve mais freios. Sem qualquer resquício de caráter, foi matando qualquer pessoa que entrasse em seu caminho, um após o outro, de uma forma muito peculiar: Adma carregava um poderoso veneno em seu inseparável anel, e com ele era mais forte que todos.

Ela fez o diabo para tentar eliminar o mocinho da história - Guma (Marcos Palmeira), o líder dos pescadores - que na verdade era o Eribertofilho de Bartolomeu, portanto, o herdeiro legítimo de toda a fortuna da qual ela e o marido se apoderaram.

Depois de aprontar muito, Adma teve seu castigo: foi assassinada por seu cúmplice mais fiel, Eriberto, que havia sido autor de muitos crimes encomendados por ela.

Adma é mais uma das grandes vilãs de nossa galeria, uma mulher que não popou esforços para eliminar que atravessasse o seu caminho e o de seu marido, na busca pelo poder, para que ele se tornasse o rei, o rei de Porto dos Mialgres.

Sessão Vilão: SR. Francisco De Montserrat

Sessão Vilão: SR. FRANCISCO DE MONTSERRAT

SR. FRANCISCO DE MONTSERRAT (Carlos Vereza)

Novela: Direito de Amar

Autor: Wálther Negrão

Direção: Jayme Monjardim

Horário: 18h

Período: 16 de Fevereiro a 5 de Setembro de 1987.

O Ódio que Seduz

O ano era 1987, e ma

is uma vez Carlos Vereza esbanjava talento, na pele do pérfido Senhor de Montserrat. Um grande vilão para um grande ator.

Francisco de Montserrat não economiza nas maldades para separar o casal de mocinhos da trama, a bondosa Rosália (Glória Pires) e seu próprio filho Adriano (Lauro Corona). Tudo em meio a uma trama açucarada, que se destaca pela riqueza dos detalhes da época, início do século XX.

Porém, mesmo com todas as maldades do personagem, Carlos Vereza se tornou o galã da vez, pois as telespectadoras achavam a maneira autoritária do personagem, totalmente sedutora. Mais do que de repente, Vereza passou a receber centenas de cartas de telespectadoras apaixonadas pelo charme do malfeitor. E mesmo com as intensificações nas crueldades do vilão, impostas pelo autor - que assistia seu grande vilão se tornar o galã -, o intérprete do Sr. de Montserrat continuou seduzindo o público feminino.

A história começa quando o banqueiro Francisco de Montserrat, num ato de total crueldade, exige que o industrial Augusto Medeiros (Edney Giovenazzi) lhe dê a filha Rosália (Glória Pires) como forma de pagamento das dívidas contraídas e não honradas pelo industrial.

Forçada, então, a se casar com o banqueiro, Rosália se desespera, já que está apaixonada por Adriano, médico recém-formado que conhecSr. de Montserrat, Rosália e Adrianoera num baile de máscaras. Após casar-se com Montserrat, a heroína da trama descobre que o jovem por quem é apaixonada, trata-se, na verdade, do filho do banqueiro, com quem ele mantém péssima relação. Estava armado o calvário de Rosália.

Aos poucos, a jovem vai descobrindo os mistérios escondidos na mansão dos Montserrat, e uma das chaves fundamentais para abrir esses mistérios, é Joana (Ítala Nandi), uma mulher que vive escondida num dos quartos da casa de Montserrat, sobre seus cuidados. Tratada como louca, Joana guarda informações preciosas do obscuro passado do vilão.

Por fim, descobre-se que a "louca" tratava-se na verdade da esposa do Sr. de Montserrat, que fizera se passar por viúvo. Com essa descoberta, Rosália passa a estar livre para viver seu grande amor com Adriano.

Porém, Montserrat tem ainda que enfrentar outro percalso frente às suas maldades. Trata-se do Dr. Jorge Ramos (Carlos Zara), um médico com que no passado disputou Joana. Além de tentar reconquistar seu grande amor, Dr. Jorge ainda exerce uma grande influência sobre o filho de Montserrat, o que faz com que o banqueiro odeie o filho, e por isso, tenha feito tudo o que fez, como casar-se com Rosália, mesmo sabendo do amor dos dois.

O fim não poderia ser mais trágico. Como em quase as batalhas por amor nos séculos passado ou retrasado, os dois lados têm que se enfrentar num duelo, e em "Direito de Amar" não foi diferente. De um lado o bem, representado pelo médico Jorge, do outro o mal, na presença do insensível Francisco Montserrat. Apesar de excelente atirador, já sem saída, o vilão aponta sua arma para o alto e se deixa matar. Uma cena inesquecível, inspirada no romance A Montanha Mágica de Thomas Menn, por sugestão do próprio Vereza.

Sessão Vilão: Perpétua

Sessão Vilão: PERPÉTUA

Chegou a vez de falarmos da megera que infernizou uma cidade inteira.

PÉRPÉTUA (Joana Fomm)

Novela: Tieta

Autor: Aguinaldo Silva

Direção: Paulo Ubiratan

Horário: 21h

Emissora: GLOBO

Período: 14 de agosto de 1989 a 31 de março de 1990.

A Rabugenta que Infernizou Santana do Agreste

Perita em viver personagens perversas e infernais, Joana Fomm nos brindava com mais está vilã.

Em "Tieta", que foi ao ar pela Globo, a megera Pepétua, infernizou a vida de muita gente. Brilhantemente interpretada por Joana Fomm, a personagem, com seu jeito rabugento de ser, exterminou a paz da pequena cidade de Santana do Agreste, caindo então, no gosto do do público.

A cidade verdadeiramente comeu fogo nas mãos dela, mas precisamente o pão que o diabo amassou, e o diabo,era Perpétua em pessoa. Mas ninguém mais do que a irmã, Tieta, inesquecívelmente interpretada por Betty Faria, provou de seu amargo veneno.

Quando a história começa, Tieta (Cláudia Ohana) ainda menina está sendo escorraçada da cidade pelo pai Zé Esteves (Sebastião Vasconcellos), que ao descobrir que a menina havia dado um "mau passo" com um jovem da cidade, a julgou indigna de viver sob seu teto. Ela era apenas uma menina, e toda a fúria de seu pai ignorante, teve como estopim o veneno da irmã invejosa e amarga, Perpétua.

Incapaz de ser feliz com sua prórpia vida, Perpétua foi uma das mais nobres vilãs da telinha, que provocava a ira do telespectador. Mas tudo compessava, pois por ser mais uma célebre personagem de Aguinlado Silva, livremente baseada no romance de Jorge Amado, Perpétua era como todas as outras vilãs do autor: garantiam boas garagalhadas ao público, pois muitas das vezes suas maldades se voltavam para ela. Para ela e para suas duas seguidoras, Amorzinho (Lília Cabral) e Cinira (Rosane Gofman), que também se davam mal, junto à sua mestra. Um dos momentos mais hilariantes da história dessa vilã ocorreu no final, quando, num ajuste de contas entre irmãs, dentro da igreja, Tieta arranca a peruca de Perpétua, revelando à toda a cidade que além de tudo, ela é careca.

E mais, uma caixa em que Perpétua vivia se apegando, na verdade tinha uma recordação um tanto "diferente" de seu falecido marido, tratava-se de um pênis. Agora diz, não é pra morrer de rir!

Sessão Vilão: Juliana

Sessão Vilão: JULIANA

Juliana (Natália Thimberg)

Novela: A Sucessora

Autor: Manoel Carlos

Núcleo: Herval Rossano

Horário: 19h

Exibição: 09 de Outubro de 1978 a 03 de Março de 1979.

Presença Indesejável "Apaixonada pelo patrão, a governanta Juliana atormentou a vida da nova mulher de seu amado, tentanto perpetuar, por meio de um quadro, a presença da antiga patroa falecida."

Natália Thimberg, sempre escolhida para interpretar papéis de mulheres doces e bondosas, de comportamento quase que meloso, foi assim em "Direito de Nascer" e muitas outras tramas. Aqui em "A Sucessora", a situação começava a mudar. Pela primeira vez, Natália deixava de ser a vítima, para se tornar a opressora. Manoel Carlos, na época um iniciante na arte de escrever novelas, sabia muito bem o que queria ao solicitar Natália para viver a governanta dos Stein.

A história, adaptada do romance de Carolina Nabuco, trazia como centro Julianada trama, o casamento de Roberto (Rubens de Falco), um recente viúvo, com Marina Steen (Suzana Vieira). Um romance alicerçado pelo grande amor que os unia, mas que desde o início, sempre fora fadado ao fracasso, já que a presença da falecida mulher de Roberto, estava constante em quaisquer lugar que o casal fosse.

Para aumentar ainda mais, o clima de suspense psicológico, Roberto ainda mantinha como governanta de sua mansão, a observadora Juliana, uma mulher rígida e inconstante, que nutria uma grande paixão pelo patrão, mas que escondia esse sentimento, e dedicava toda sua vida a destruir a felicidade dos patrões. Para isso, ela usava como principal arma, a imagem da falecida esposa de seu patrão, e perpetuava sua lembrança em todos os momentos, criando grandes conflitos.

Juliana atormentou a todos e foi a responsável pelo grande sucesso de "A Sucessora", que é considerada uma das melhores produções da teledramaturgia brasileira. A novela, inspirada num livro homônimo, foi até acusada de plágio do filme Rebeca, A Mulher Inesquecível, feito por Hitchcock, em 1940, também baseado num livro, só que dessa vez, uma obra de Daphné du Maurier, também acusada de plágio à Carolina Nabuco, autora de A Sucessora.

Roberto e Marina

Essas desconfianças não importam, pois o excelente trabalho de interpretação dos autores, aliados ao magnífico texto de Manoel Carlos e a direção impecável de Herval Rossano, fizeram de "A Sucessora" mais uma obra inesquecível, marcada pelo amor de uma governanta, que para conquistar o amor de seu patrão, causou muitos tormentos e intrigas.